Como lançar pedras na água otimizando o número de quiques.

curioso

O físico francês Lydéric Bocque, publicou um artigo ao qual descrevia matematicamente as melhores maneiras de se conseguir um maior aproveitamento no número de pulos das pedras arremessadas na superfície da água. Segundo ele o empuxo (força hidrodinâmica exercida por fluidos) deve ser maior que o peso da pedra, e a cada toque na água uma determinada energia é perdida.

Lydéric diz ainda que a velocidade mínima para que uma pedra ricocheteie é diretamente proporcional à relação entre o peso e o raio da pedra, ou seja, as pedras mais indicadas para a brincadeira são as chatas, leves e arredondadas e o lançamento deve ser o mais paralelo possível da superfície da água. É fundamental que a pedra seja jogada com uma grande rotação para estabilizar o movimento.

Segundo a pesquisa a rotação da pedra é mais importante do que a velocidade do arremesso, capriche no jeito do arremesso que certamente ela ficará mais tempo surfando.

O pesquisador não conseguiu determinar um limite máximo para o número de quiques da pedra, o que era de se esperar, atualmente o recorde pertence ao americano Russ Byars com 51 quiques antes de afundar.

O recordista comprova a teoria afirmando que o importante é “atirar bem forte, paralela à água e com alta rotação”.

fonte: American Journal of Physics, Bocque Lydéric, Lyon University.


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5 Responses to “Como lançar pedras na água otimizando o número de quiques.”

  1. Onde me criei, a galera diz “sapinhos” ao invés de “quiques”. Tipo: “aposto que eu faço mais sapinhos que você”.
    Acho que o máximo que consegui fazer foram uns dez sapinhos. :)

  2. Alex, essa regionalização de alguns termos é algo realmente interessante, sou capixaba e moro em minas, é impressionante o número de termos desconhecidos por mim, mineiro tem um dialeto à parte. Por outro lado, muito do que falo eles também não entendem…

  3. Mais uma daquelas coisas que provam que a física e a matemática estão “em tudo”. (rs)

    Fico imaginando o camarada fazendo os cálculos e testando “só para relaxar”…

  4. Entendo você, Daniel. Eu morei durante anos em Rivera, uma cidade na fronteira do Uruguay com o Brasil. Aprendi o português e o espanhol ao mesmo tempo. Ainda assim, quando eu vim pra Montevideo, sofri pra entender as pessoas. Todo mundo que vem aqui diz a mesma coisa: uruguaio fala baixo e rápido. Na verdade, só em Montedeo é assim.
    Mesmo tendo falado espanhol toda a minha vida, eu não entendia NADA do que os montevideanos me diziam; parecia que todo mundo murmurava e as vezes que eu estava ficando surdo. Eu tinha que pedir que me repetissem tudo, mais devagar, pra mim poder distinguir as palavras. Foi phoda.
    E ainda me zoavam pelo sotaque de “canário”, o “caipira” do Brasil.
    Abraço

  5. nossa, eu (e acho que ninguem) precisa de um fisico falando como se joga uma pedrinha “¬¬

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