Trote na universdade. O lado bom…

Não tem jeito, todo início de ano é a mesma coisa nas mídias tradicionais - “trote mata estudante…”, “trote deixa estudante em coma alcólico.”, enfim, é só o lado ruim da confraternização entre calouros e veteranos, e ver só um lado da moeda é burrice e parcialidade.
Queria, portanto, escrever a realidade dos trotes em calouros, vamos lá:
O trote é uma brincadeira tradicional que ocorre todos os períodos que tem entrada de calouros. Geralmente o trote começa na primeira aula dos calouros, alguns veteranos esperam que o professor se retire da sala adentram no local e lá numa breve conversa os calouros que não querem participar explicam seus motivos e vão embora.
Os calouros que topam participar das brincadeiras encontram um ambiente agradável, de muitas brincadeiras e interação, essa é uma forma do calouro cair na real e ver o quão parte da universidade ele é. O passeio pelo campus “em elefantinho” e a grana arrecadada são momentos únicos na vida do estudante. A grana geralmente financia a calourada (uma festa para recepcionar os calouros) onde rola muita bebida, comida, música, piadas, brincadeiras e a alegria é visível no rosto de todos que participam.
Certa vez estava rolando a discussão entre os estudantes da viabilidade do trote, fizeram uma enquete e mais de 90% dos calouros aprovaram o trote. Eu particularmente adorei tomar trote e adorei conhecer a galera que até hoje mantenho contato.
O trote foi a forma que encontrei para adquirir livros, apostilas, xerox, cadernos e experiência para as matérias. Os veteranos sempre foram muito simpáticos conosco, algo que nossa turma passou adiante. Sem dúvida nenhuma eu não teria o mesmo desempenho acadêmico durante os anos de graduação se não fosse o bendito trote.
É lógico que alguns exageros podem ocorrer (e sempre tem um ou outro), mas exageros e gente sem educação não é exclusividade desse meio. De qualquer forma o trote é, como um todo, uma brincadeira muito saudável cujo único objetivo é a integração!
Falar que morre um aluno por ano em trotes pelo Brasil é um prato cheio para a mídia, mas falar que morrem várias pessoas por conta das bebidas que essa mesma mídia promove é chato e não dá tanto ibope. Por fim, gostaria de dizer que o trote deve continuar sim, participando quem quer e respeitando o próximo como em qualquer ambiente.
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Um problema é a educação. Os jovens que praticaram estes trotes mais abusados não tem educação, o famoso limite.
Outro problema é a impunidade.
Na faculdade tinha uma bendita festa chamada festa dos 100 dias. A justificativa para festa era os 100 dias finais para turma de engenharia. As duas primeiras festas que eu presenciei foram tranqüilo churrasco na rua cerveja, rock e muita alegria e muito rojão também.
Problema que a festa era em dia letivo então um funcionário da facul reservava um lugar na frente da escola para eles colocarem as coisas da festa. Se os funcionários ajudavam então tinha consentimento da direção.
Resumindo uma festa que só tinha macho beudo com rojão à-vontade na frente de uma faculdade que liberava a festa. Pessoal adulto e educado sem problemas. Os alunos da Física ficavam putos da vida, pois atrapalhava as aulas. (cheguei a recusar em fazer uma prova de calculo 3 pois o barulho era insuportável).
Isso é um exemplo de festa ou trote tranqüilo tive estas duas experiências que não me ajudaram em nada pelo contrario só atrapalhou.
Agora as outras festas das turmas seguintes … que saudades deu das duas primeiras!!!
Os fogos de artifícios deveriam ser jogados em direção a escola no intuito de atrapalhar batuque dentro dos corredores entre outras coisas, inicialmente com vista grossa da faculdade. Quando oferecido local para realização do evento com total apoio da direção nas dependências da escola não aceitaram, pois eles queriam atrapalhar e a diversão era conseqüência.
Resumo final:
Uma festa interessante com pessoas quase engenheiras se tornou numa algazarra com vândalos quase engenheiros. Não tinham o mínimo de educação para com os demais alunos ameaçando os não participantes com rojões e possíveis agressões físicas.
Mais uma vez lembro que o problema é a educação!
Estou no último ano do colégio e com a data de matricula nas universidades, me interessei pelas reportagens que falavam sobre trotes.
Eu não vi esse “outro lado da moeda” que vc mencionou pois tudo me pareceu muito sádico. Sei que são casos singulares, mas sempre há uma possibilidade de alguém passar dos limites caso o trote seja liberado.
Ouvi falar de queimaduras, chicotadas, veteranos fazendo calouros rolarem na lama, beberem urina com grama, comerem fezes de porco, espancamentos, facadas, morte por enfarte e afogamento.
Na minha opinião, mesmo passar tinta e rasgar roupas é uma forma dos veteranos mostrarem superioridade e rebaixarem os bixos.
Acho muito injusto a aluno passar anos se esforçando para entrar em uma boa universidade, seguir o curso dos seus sonhos.. e ter esse momento de vitória marcado por humilhação.
Imagine uma morte então?? O que a família irá sentir?
Esse tipo de trote não pode ser considerado o marco da adolescencia para a vida adulta… é o marco da adolescencia para a criminalidade, porque fazer os outros se sentirem inferiores, destruir-lhes a moral e ainda divertir-se com isso é de uma crueldade imensa.
Eu não sei realmente como são os trotes, mas se houver a possibilidade de serem como penso, apoio sua proibição.
A verdade é que fiquei com muito medo.