PLANTAS FLUORESCENTES SINALIZAM O ESTRESSE

Pesquisadores ingleses modificaram plantas, fazendo com que elas fossem capazes de produzir uma leve fluorescência azul-celeste quando estressadas. A quantidade de luz emitida indica a natureza do estresse.

Com essas plantas será possível colocar essas “plantas indicadoras” entre as normais, para atuarem como sensores biológicos. Os agricultores usariam sensores de luz para fazer a leitura do campo.
Cada tipo de estresse desencadeia um nível diferente de ativação do gene, dessa forma os pesquisadores podem descobrir o que esta causando a fluorescência.

Um dos pesquisadores diz que não há outro método de medir o estresse de plantas causado pelo vento vento ou pelo toque. A fluorescência azul-celeste emitida pelas plantas modificadas vem da proteína aequorina, produzida naturalmente pela água-viva.

O grupo de pesquisadores colocou o gene responsável por essa proteína em um plasmídio, que foi introduzido nas plantas. A proteína é sensível ao cálcio, de modo que a luz emitida fornece uma maneira eficaz de medir o cálcio em todo o organismo. Nas plantas estressadas, o citoplasma das células torna-se anormalmente rico em íons de cálcio.

Normalmente, o cálcio fica fora da célula ou nas mitocôndrias. O estímulo da planta pro pressão mecânica ou pelo vento, desencadeia a liberação desse cálcio para o citoplasma, onde receptores sensíveis a esse íon registram a natureza do estímulo e desencadeiam a resposta bioquímica a ele.

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