Aminas como estimulantes

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No século XIX, verificou-se que o gosto amargo das folhas e flores de algumas plantas era devido à presença de aminas. Essas substâncias, que na época, eram denominadas álcalis vegetais (álcalis = bases), que hoje são conhecidas como alcalóides.

Existem várias aminas que aumentam a atividade do sistema nervoso, elevam o ânimo, provoca diminuição da sensação de fadiga e reduzem o apetite, sendo usadas como estimulantes. Essas aminas são denominadas de anfetaminas, duas delas são: benzedrina e meta-anfetamina.

O uso dessas substâncias, conhecidas como “bolinhas”, provocam dependência e sua comercialização é controlada, podendo ser feita apenas com receita médica que fica na farmácia.

O uso de anfetaminas provoca um estado de “psicose de anfetamina”, que se assemelha a uma crise de esquizofrenia, caracterizada por alucinações visuais e auditivas, além do comportamento agressivo.

Uma amina muito comum no cotidiano, que age como um estimulante brando, é a cafeína presente no café, no chá, no pó de guaraná, em alguns refrigerantes e em remédios para a gripe.

Outra substância de grande poder estimulante que possui o grupo amina em sua estrutura é a cocaína. Essa droga é obtida a partir das folhas de um arbusto encontrado nas encostas dos Andes.

Durante vários anos o suprimento para o consumo ilegal dessa droga consistia em um sal denominado cloridrato, que era consumido por inalação nasal ou por meio de seringas, o que provoca marcas e envolve muitos riscos, como a transição de doenças quando o consumo é feito em grupo. Já a inalação produz uma sensação de euforia menos intensa e causa rinite e necrose da mucosa e do septo nasal.

O estímulo provocado pelo uso de cocaína, caracterizado por euforia, aumento da atividade motora e sensação de prazer, tem duração de 30 minutos. Depois o usuário cai em depressão. Assim, o uso passa de ocasional para compulsivo, em doses crescentes, o que pode levar à morte por overdose.

 

O uso da cocaína aumentou muito nos últimos anos pelo ingresso da droga por uma forma mais barata: o crack, uma mistura de cloridrato com bicarbonato de sódio. Essa mistura é aquecida em cachimbos, liberando vapores de cocaína que são rapidamente absorvidos nos pulmões, atingindo o cérebro em 15 segundos. As conseqüências do uso de crack são muito mais intensas do que no caso do cloridrato. Alguns estudos indicam que a recuperação de um consumidor de crack é praticamente nula.

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