Fissão nuclear e bomba atômica

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Em 1934, os cientistas Enrico Fermi e Emílio Segrè bombardearam átomos de urânio com nêutrons, encontrando quatro espécies radioativas como produtos, uma delas o neptúnio.

Os químicos Otto Hahn e Fritz Strassman, repetindo esse experimento, encontraram entre os produtos, átomos de bário, que apresenta número atômico pouco maior que a metade do número atômico do urânio. Concluíram, então, que o urânio estava sendo dividido, fenômeno que recebeu o nome de fissão nuclear.

Outros experimentos mostraram que a fissão só acontece com o isótopo (mesmo número de prótons) 235 do urânio e com grande liberação de energia. A partir de uma massa crítica desse elemento, a reação ocorre em cadeia, liberando energia em um intervalo de tempo muito pequeno. 

Em 1945, os Estados Unidos conseguiram obter as massas críticas de urânio e de plutônio necessárias para produzir a reação em cadeia. Foi produzida, então, a primeira bomba atômica, detonada em 16 de julho de 1945 no deserto no Novo México. O presidente americano Harry Truman ordenou o lançamento de bombas atômicas sobre o Japão, com a ideia de apressar o término da Segunda Guerra Mundial. Em 6 de agosto do mesmo ano foi lançada sobre Hiroshima uma bomba atômica de urânio. Ela tinha 7 quilogramas de urânio e um poder destrutivo equivalente a 20 mil toneladas de TNT, que provocou a morte imediata de aproximadamente 100 mil pessoas. Três dias depois foi lançada outra bomba atômica, mas dessa vez sobre Nagasaki, resultando na morte imediata de 20 mil pessoas.

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