Tecnologia nuclear no Brasil

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Na unidade de Caiteté, no Rio de Janeiro, o urânio é extraído do minério, purificado e concentrado sob forma de um sal amarelo, o Yellow cake. Nele, há 99,3% de U-238 e apenas 0,7% de U-235, que é o urânio físsil e que serve como combustível nuclear. Para enriquecer o urânio, isto é, para aumentar a porcentagem de U-235 até 3% ou 3,5% é necessário, primeiramente, transformá-lo em um gás: o hexafluoreto de urânio.

Para isso, o urânio era enviado para o Canadá, onde o gás era enriquecido. Atualmente, no Brasil, foi criado um processo de enriquecimento do gás por meio de centrífugas que é mais eficiente que qualquer outro método em uso no mundo.

Após o enriquecimento, o gás hexafluoreto de urânio é transformado em UO2, um pó. Esse pó é prensado na fábrica de combustível nuclear no formato de pastilhas cilíndricas. Duas dessas partilhas geram energia suficiente para manter a residência de médio porte por um mês.

Na fábrica de combustível nuclear, é produzido o elemento combustível, obedecendo a severos padrões de qualidade e precisão mecânica. Esse elemento combustível é composto pelas pastilhas de dióxido de urânio montadas em tubos de uma liga metálica especial, a zircaloy, formando um conjunto de varetas cuja estrutura é mantida rígida.

Os vários elementos combustíveis, inseridos no núcleo do reator (dispositivo que permite controlar o processo de fissão nuclear. A energia liberada durante o processo é usada para transformar água líquida em vapor, que faz girar uma turbina, gerando energia elétrica), produzem calor que será transformado em energia. Cada elemento combustível supre de energia elétrica 42000 residências de porte médio durante um mês.

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