
Quando se estabelece uma diferença de potencial entre dois pontos do corpo humano, flui uma corrente elétrica através dele, cuja intensidade depende da diferença de potencial e da resistência entre os pontos do corpo. Só por curiosidade a resistência entre suas orelhas vale cerca de 100 Ohms.
A sensação de choque elétrico surge quando passam pelo corpo correntes de intensidades superiores a 1 mA. Acima de 10 mA, observa-se dor e dificuldades de se soltar decorrente da contração muscular. Por volta de 20 mA a respiração torna-se difícil, podendo cessar totalmente antes mesmo de se atingirem 80 mA.
Correntes entre 100 mA e 200 mA são fatais, as paredes ventriculares do coração passam a executar contrações descontroladas (fibrilação), por outro lado correntes acima destas intensidades não são tão perigosas pois geralmente as contrações são tão violentas que travam o coração e impedem a fibrilação.
As correntes mais intensas, no entanto, provocam desmaios e queimaduras mas a probabilidade de morte é menor que as correntes situadas entre 100 mA e 200 mA. O socorro deve cortar a tensão elétrica que causou o choque (abrir o circuito) o quanto antes com os devidos cuidados para não compartilhar o choque. O ideal é cortar o circuito com um material isolante…
Se a vítima do choque estiver inconsciente e sem respirar, a respiração artificial deve se iniciar imediatamente, o processo de “ressuscitação” não deve ser interrompido até que um médico tome as “rédeas” da situação. Observa-se que as vítimas continuam com chances de vida até 8 horas depois do choque, a ausência de pulso não implica em impossibilidade de salvamento!
Não mexa na rede elétrica se não tiver experiência, esta é a maior causa de choques fatais…