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O que é um acelerador de partículas.

partículas

Um acelerador de partículas pode ser definido de uma maneira bem simples como um aparelho capaz de acelerar partículas carregadas, quando acelera-se uma partícula dá-se energia a ela e isso gera uma grande quantidade de energia numa região bastante específica, e controlada, do espaço.

O maior acelerador de partículas atende pelo nome de LHC (Large Hadron Collider) e localiza-se no CERN (organização européia de estudo nuclear).

Os aceleradores de partículas são importantes para o bom funcionamento dos aparelhos televisores, além de aplicações no campo da radioterapia para o tratamento de câncer.

Cientistas descobrem absorvedor perfeito de luz.

perfeito absorvedor de luz

Um grupo de cientistas, da Universidade de Duke e do Boston College, um material capaz de absorver 100% da luz que o atinge.

O material, segundo os cientistas consegue absorver 100% dos campos elétricos e magnéticos das ondas eletromagnéticas.

De fato, três coisas podem ocorrer quando a luz atinge um material:

Reflexão como ocorre com um espelho;

Refração como ocorre com um vidro transparente, por exemplo o vidro de uma janela.

E absorção, neste caso a luz é absorvida pelo material e transformada em calor.

O material desenvolvido pelo grupo de pesquisadores consegue absorver 100% dos fótons de uma determinada frequência e transformá-los em calor, uma aplicação prática para a descoberta pode ser na construção de aquecedores solar.

Outras informações aqui.

Cientistas descobrem nanopartículas capazes de identificar células cancerígenas.

nanopartículas identificadoras de câncer

Imagens por ressonância magnética são as principais aliadas da medicina para a detecção de tumores. Os aparelhos de ressonância magnética utilizam-se de pulsos de ondas magnéticas e captam suas reflexões e refrações para identificar os diferentes tecidos (músculos, ossos, líquidos, etc…).

Agora cientistas da Universidade de Brown desenvolveram nanopartículas que indicam onde há presença de tumores. Essas partículas encontram os possíveis locais de desenvolvimento de câncer e emitem um sinal para os aparelhos de ressonância magnética que, por sua vez, determinam a localização exata do tumor.

Segundo os pesquisadores o fato das partículas serem minúsculas é de suma importância, assim elas podem trafegar ao longo dos vasos sanguíneos e encontrar a área afetada, além do fato de impedir que o sistema imunológico ataque a partícula por considerá-la um corpo estranho.

Esse pode ser considerado mais um passo importante na busca pela cura do câncer, resta saber se o uso será difundido e chegará realmente aos que mais necessitam…

O Efeito Fotoelétrico.

efeito fotoelétrico

Em 1886 e 1887 Hertz realizou experimentos que demonstraram a existência de ondas eletromagnéticas. Ele notou que descargas elétricas entre dois eletrodos ocorriam mais facilmente quando luz ultravioleta incidia sobre os eletrodos.

Alguns anos depois Lenard, seguindo idéias experimentais de Hallwachs, mostrou que a luz ultravioleta facilitava as descargas pois fazia com que os elétrons fossem emitidos pela superfície do catodo.

A partir de então denominou-se “efeito fotoelétrico” à emissão de elétrons por uma superfície em decorrência da incidência de luz nesta mesma superfície.

O grande problema é que nesta época a teoria clássica não explicava três características do fenômeno:

* Ao aumentar a intensidade da luz de incidência, a energia com que os elétrons eram arrancados não aumentava.

* Pela teoria clássica o fenômeno deveria ocorrer para qualquer frequência, na verdade o que se observou é que só ocorria a partir de um dado valor de frequência.

* Pela teoria clássica deveria haver um retardamento entre o instante que o elétron começou a ganhar energia pela incidência da luz e o instante que foi emitido, o elétron guardaria energia durante este intervalo até que adquirisse o necessário para se ejetar. Em todos os experimentos jamais se observou qualquer retardamento.

Todas as objeções precedentes foram resolvidas quando Einstein propôs um modelo corpuscular de energia, ou seja, a luz não era mais uma onda e sim uma infinidade de pacotes de energia, ou fótons.

As objeções foram então resolvidas da seguinte forma:

* Quando aumentava-se a intensidade da luz aplicada, eram emitidos mais fótons mas a energia de cada um era a mesma, isso explica o fato dos elétrons arrancados não terem mais energia. Portanto o que ocorre quando aumenta-se a intensidade da luz é um maior número de elétrons arrancados, todos com a mesma energia.

* O experimento só ocorre acima de um dado valor de frequência pois o elétron preso ao metal necessita de uma energia para escapar do material, portanto a energia(leia-se frequência) da luz deve ser suficiente para vencer esta interação do elétron com sua vizinhança.

* O retardamento não ocorre pois a energia está toda no pacote, ao absorver o pacote o elétron salta, não sendo necessário esperar para acumular a energia suficiente para o salto.

Einstein, mais tarde recebeu o prêmio nobel por essa teoria corpuscular da radiação. Sabe-se que sua maior contribuição no entanto foi a teoria da relatividade e não foi premiada com o nobel por conta de sua alta complexidade. A banca não compreendia sua teoria relativística.

fonte: Física Quântica; Eisberg & Resnick.

Embates de Einstein e a mecânica quântica.

determinismo e teoria quântica

Einstein jamais aceitou a teoria da mecânica quântica e sempre tentou refutar o princípio da incerteza. Nesta época Bohr e Einstein se escreviam com muita frequência sobre a teoria, episódio conhecido como as correspondências Einstein-Bohr. Mesmo entendendo a teoria jamais Albert se convenceu que ela poderia representar a realidade física fundamental. Sobre o princípio da incerteza e a natureza estatística da teoria chegou a dizer:

“Deus não joga dados com o universo.” Einstein, A.

Heisenberg mais tarde defendeu a estatística da teoria dizendo que a causalidade estava de pé. “Se soubermos exatamente o presente poderemos prever o futuro”, o que está errado não é a conclusão, mas sim a premissa pois “não se pode por uma questão de princípio, conhecer o presente em todos os seus detalhes.”

A verdade é que a idéia de determinismo nos leva a crer que a natureza ocorre em independência do observador, já a mecânica quântica leva em consideração a interação entre o observador e o objeto de estudo como uma realidade inquestionável e fundamental. Isto causa um problema filosófico que devemos pensar.

Será que a natureza ocorre com eventos por si só ou os resultados dependem da maneira em que nós interagimos?

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