FORMAÇÃO DOS ÓVULOS
O processo de formação dos gametas femininos (ovulogênese) tem início antes do nascimento da mulher, em torno o terceiro mês de vida intra-uterina. As ovogônias (darão origem aos óvulos) que se multiplicavam ativamente, param de se dividir, crescem e iniciam a meiose, mas a interrompem ainda na prófase I.

Agora denominadas ovócitos primários, essas células permanecem em prófase I até serem ativadas pelo hormônio folículo-estimulante (FSH). Cada ovócito primário é envolvido por algumas camadas de células foliculares, formando um folículo ovariano. Ao nascer, a mulher possui aproximadamente 500 mil folículos ovarianos, porém metade deles degenera antes da puberdade.
Após 28 dias (aproximadamente), alguns folículos são estimulados a se desenvolverem devido à ação do hormônio folículo estimulante. Mas, em geral apenas um completa o processo de amadurecimento. O folículo em amadurecimento acumula líquido e cresce, formando uma saliência na superfície do ovário.
O ovócito continua o processo de meiose até a fase de metáfase II, quando o folículo se rompe, libertando o gameta feminino, fenômeno denominado ovulação. O que denominamos óvulo na espécie humana é o ovócito secundário estacionado em metáfase II da meiose, a qual somente se completará se houver fecundação. Se o ovócito secundário não é fecundado em aproximadamente 24 horas após sua liberação, ele degenera sem concluir a meiose.
No ovário, as células que constituem a “cicatriz” do folículo rompido desenvolvem-se, formando na superfície ovariana o corpo-amarelo, ou corpo-lúteo, uma estrutura amarela devido ao acúmulo de luteína.
